Família

Escola: O que deve pôr na lancheira dos seus filhos?

Um estudo que perguntou a 265 mães em Lisboa e Porto sobre o que colocam nas lancheiras dos filhos para a escola revelou boas e más notícias.
Um estudo que perguntou a 265 mães em Lisboa e Porto sobre o que colocam nas lancheiras dos filhos para a escola revelou boas e más notícias.

Um estudo que perguntou a 265 mães em Lisboa e Porto sobre o que colocam nas lancheiras dos filhos para a escola revelou boas e más notícias.

Este inquérito, conduzido pelo Movimento2020 e pelo Programa 1 Iogurte por dia, revela alguns hábitos errados no que toca aos próprios lanches que as mães consomem ao longo do dia. Já quando se fala dos filhos, há já uma grande mudança de critérios e cuidados. Mas há ainda muitos pontos a melhorar.

Das mães inquiridas, todas com filhos entre os seis e os 10 anos, 82% admite enviar o lanche da manhã e da tarde às crianças. “Estes valores são bastante positivos se tivermos em consideração que assim se diminui a possibilidade de, por impulso, as crianças comerem outros alimentos (nomeadamente, produtos de pastelaria, entre outros) pouco saudáveis ao lanche”, refere um comunicado do Movimento 2020, responsável pelo estudo.

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No entanto, ao arranjar os lanches dos filhos, 75% das mães tem como principal critério as preferências alimentares dos miúdos e 60% o consumo rápido e prático. Apenas 16% se preocupa que sejam alimentos com baixo teor energético. Há que ter muito cuidado com estes dados, alerta a presidente da Associação Portuguesa de Dietistas, Zélia Santos. “As preferências das crianças são normalmente ligadas ao sabor, pelo que caberá aos pais o papel de educador alimentar; é essencial que, no momento da composição das lancheiras, se tenha muita atenção aos valores nutricionais dos alimentos”. Por outro lado, o consumo de alimentos “rápidos e práticos” também tem os seus perigos, uma vez que se trata normalmente de produtos com teores elevados em açúcares de absorção rápida e gorduras saturadas e/ou hidrogenadas.

Zélia Santos afirma que “a grande maioria das crianças esquece-se de beber água durante o dia, pois nos intervalos a brincadeira vem em primeiro lugar. “Mas a verdade é que com as brincadeiras e correrias libertam água que têm de repor”. Por isso, é com satisfação que a dietista verifica no inquérito que 81,5% das mães envia regularmente água na mochila.

Nas preferências para a composição dos lanches, depois da água, o pão ocupa o segundo lugar (69%), seguido da fruta (57%), o leite com 43% e por fim o iogurte, com apenas 40%. Inclusivamente, dos produtos ocasionalmente colocados nos lanches, o iogurte aparece abaixo dos sumos de fruta, queijo e bolachas ou biscoitos.

Se pensarmos numa lancheira ideal, ela deve ser composta por alimentos que garantam o consumo dos vários nutrientes, devendo conter pão ou um alimento equivalente, fruta ou legumes e um laticínio, pelo que analisados à lupa, estes valores ainda devem ser alvo de mudanças significativas, uma vez que a fruta e o iogurte ainda estão na base dos 50%.

As mães admitem ainda outras opções que incluem algumas vezes nas lancheiras, como as bolachas ou biscoitos, manteiga ou creme de barrar para o pão e sumos de fruta. Segundo Zélia Santos “providenciar às crianças uma lancheira completa é essencial para se promoverem bons hábitos alimentares. Nunca deve esquecer que deve incluir pão ou uma opção equivalente, fruta ou legumes e um laticínio na lancheira do seu filho”. Ter em conta as preferências das crianças é fundamental, mas há que também “promover a introdução de novos alimentos, que lhes permita conhecer novos sabores e manterem-se mais dispostos a adotar uma alimentação saudável e equilibrada”.

O Movimento 2020 e o Programa 1 Iogurte por dia deixam várias recomendações: Não esquecer que as bolachas e os biscoitos são opções perigosas, por conterem teores de açúcar e, por vezes, de gorduras hidrogenadas demasiado elevadas, contribuindo para o excesso de peso e obesidade. Em relação aos sumos de fruta, há que garantir que o teor em açúcares se encontra dentro dos valores recomendados, uma vez que é comum este tipo de bebida conter muito açúcar adicionado. O consumo de leite é muito recomendado nesta faixa etária, mas há que frisar que se deve optar por leite natural ao invés do leite achocolatado, uma vez que, na maioria das marcas, a última opção é demasiado rica em açúcar.

Tostas integrais, gelatinas ou bolos caseiros não devem fazer parte dos lanches das crianças.

Mais informações em Movimento 2020

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Rua3

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