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Pó de talco cancerígeno. Johnson & Johnson condenada

Pó de talco perigoso
Vários estudos ligam o uso de pó de talco ao cancro nos ovários.

Um tribunal do Missuri, nos Estados Unidos, condenou a Johnson & Johnson a pagar 72 milhões de dólares (cerca de 65 milhões de euros) à família de uma mulher que morreu no ano passado na sequência de um cancro nos ovários. Os familiares processaram a gigante cosmética por esta nunca ter comunicado os componentes cancerígenos que compõem o pó de talco da marca. E atribuem o cancro ao seu uso ao longo de décadas.

O tribunal entendeu que a marca deveria ser responsabilizada por ter escondido durante vários anos o carácter cancerígeno dos ingredientes usados no fabrico daquele produto para bebés.

Esta foi a primeira condenação da marca, mas na Justiça prosseguem mais de mil processos em que a empresa é acusada de fraude, negligência e conspiração, todos relacionados com o uso de pó de talco.

Pó de talco pode provocar cancro?

A Sociedade Americana contra o Cancro relacionou pela primeira vez o pó de talco com a doença na década de 70. Após vários estudos esta entidade concluiu que pode haver uma relação entre o talco em pó colocado na área genital e o desenvolvimento de cancro nos ovários.

Os estudos concluíram que o talco em pó nesta área do corpo pode ‘viajar’ através do útero, para as trompas e ovários, provocando uma inflamação no corpo da mulher, que cria o ambiente propício ao desenvolvimento de cancro.

Um estudo realizado em 1971  concluiu que foram encontradas partículas de talco em 75% dos tumores de ovário que foram objecto do estudo. Numa outra investigação, realizada em oito países diferentes com 19 cinetistas, foi determinado que existe um risco de cancro de ovário de 30 a 60% naquelas mulheres que utilizam pó de talco na região genital.

Apesar destas conclusões, os fabricantes de pó de talco nunca foram obrigados a mencionar nas embalagens os riscos do produto.

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Rua3

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